JOSÉ MANUEL DOS SANTOS COSTA
FUNDADOR DO "LANCEIRO" DESDE 1999
E o seu amigo Coronel literário do Lanceiro que um dia disse do livro
"Esquadrão 149, a Guerra e os Dias" que tal parecia como aquele antigo
e famoso livro, pois, também este tinha uma "Ilha dos Amores".
VAMOS RECORDAR
A "ILHA DOS AMORES" DAQUELE TEMPO MBUBAS-SASSA-CAXITO.
A FRONTEIRA
ÀS desassete do dia vinte
chegámos à povoação
das Mabubas, um requinte
de lugar e localização.
Após dois meses exatamente
da chegara ao Ambriz
para iniciar Viriato
tínhamos finalmente
teto de construções civis
e não o relento do mato.
Era um local bonito
com gente e movimento
num vai-vem a todo o tempo
entre as Mabubas e Caxito.
Haviam festas nas sanzalas
havia mercados e roboliço
havia mulheres no rio
havia no ar cheiro do cio
havia lavadeiras e o serviço
havia poder de contratá-las.
Mabubas não era passagem
para nenhuma banda.
Era o local da barragem
hidroeléctrica que manda
energia e para Luanda.
Era um bairro de moradias
parecidas ou iguais
de armazéns e garagens
construídas de serventia
aos técnicos principais
da energia e barragem
durante a construção.
À tudo à volta da estrada
Mabubas-Sassa-Caxito
era uma sanzala pegada
fronteira do delito.
Era o esconderijo do aflito
inimigo que procura
refúgio ou informações
militares que se mistura
e disfarça entre populações.
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