sábado, 19 de setembro de 2026



São cada vez menos os combatentes do glorioso Esquadrão 149 sobreviventes em comum desde esse velho tempo da antiga Guerra Colonial que nos juntou desde 1961 no RC 7 na Calçada da Ajudada e onde iniciou uma amizade especial de sacrifício, luta, sangue e morte durante 28 meses cruzando picadas por morros e vales, rios, matas e capim.                                                                                                        Faltam combatentes que a vida gastou o nosso tempo e apenas serão seus familiares que vivem e os continuam a lembrar-se e ter saudades deles próximos. Um dia só haverão familiares pessoais vivos comemorativos de 1961-1963 que também eles, todos cada um individualmente, um dia também todos eles terão morrido, desconhecidos e esquecidos.                                                                                              Já não temos Comandante Capitão Rui Abrantes nem Ten. Mil. Médico João Pimenta e muita gente de qualidade, graduados ou não, todos eles de tipo grande valia e qualidade. Contudo, ainda temos connosco o Nosso Coronel Ruben, ao tempo o Nosso 2º Comandante Segundo do Esq. 149 e que continua a presidenciar às nossas reuniões anuais com o nosso camarada Cabo Cardona. Também temos connosco o Nosso Alferes Ribeiro Carvalho um brilhantes advogado de Viseu que, natural de Angola, e por isso, foi discriminado por melhor entenderem a situação natureza angolana.                                                      Até o Todos, da melhor forma, foram todos grandes amigos e colaboradores da Nossa Unidade Esq. Cav. 149; até o enigmático 2º Sargento Arménio do Nascimento Góis, exemplo 2º Sargento de ambiente calo de Quartel e paz, mas, quadro de guerra de guerrilha em Angola, não era capaz de exteriorizar o medo terror que sentia em ambiente de lutar contra zonas do inimigo e perigosos. Ainda antes de sob qualquer perigo tomava um sedativo tipo "cuca" para aguentar a pressâo dos acontecimentos tal qual os demais combatentes lutares; o Góis nunca renunciava ir ao perigo como os demais mas uma força maior o domina e paralisia qualquer ação de luta pessoal.                                                                                                    Todos tiveram passados tempos de medo e alguns nem tiveram sequer tempo de ter medo e morrido; assim aconteceram sem saber tal como sabem os acontecimentos aos homem.

DO EX-COMBATENTES 

Têm título de ex-combatente 

têm memorial de presente                                                                                                                                

têm nove mil nomes à volta                                                                                                                              

têm nome no mármore a preto

têm data marcha p'ra esqueleto

têm nove mil mortos de escolta

têm nove mil almas à solta                                                                                                                          

têm parada nomes em formatura

têm parada de placas em sentido

têm paradas de gritos sem ruído

têm parada memórias de sepultora

têm parada de lágrimas e secura

têm parada de tombados indevidos

têm parada de mortos abatidos.                                                                                                                                                                                                                       

   

Do "Esquadrão 149, A Guerra E Os Dias"

Adolfo Pinto Conteiras Fur. Mil. Esq.149/José Neves                                                                                              

      

sábado, 16 de maio de 2026

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

NOTA DE AGRADECIMENTO


 
Nota de agradecimento 
 
Nós, que estivemos com eles no campo de batalha e mal tivemos tempo de chorar os nossos mortos no momento porque até aquele momento podia ser, também, o último da nossa vida, passados tantos anos e perante este reencontro onde repousam finalmente na sua justa morada, ainda hoje, passados tantos anos não sustemos as lágrimas que lhes eram devidas na altura. 

É, precisamente, por que - através deste ato permite não ficar no esquecimento o esforço e sacrifício que os militares tiveram na guerra - nós decidimos dar-lhes a identificação de heróis nossos e camaradas da família do Esquadrão Cavalaria 149, Angola1961-1963.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Comandante do Esq. Cavª. 149 Rui Coelho Abrantes; documentos do arquivo de sua esposa D. Lourdes Abrantes.

COMANDANTE ABRANTES JÁ DEBILITADO


DEDICATÓRIA DO 1º CABO CARDONA DE HOMENAGEM NO DIA DO SEU FUNERAL EM OEIRAS

  

DEDICATÓRIA DO FUR. MILº. CONTREIRAS NO DIA DO SEU FUNERAL EM OEIRAS.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

ESQ. CAV.149, CONFRATERNIZAÇÃO 2025



    clicar para ver bem

CAROS CAMARADAS SOBREVIVENTES DA GUERRA E DO TEMPO, VAMOS MAIS UMA VEZ ENCONTRAR-NOS NESTE ANO DE 2025 PARA NOS VERMOS AO VIVO E RECORDAR HISTÓRIAS QUE JÁ APENAS NÓS CONHECEMOS O CONTEXTO E DELAS AINDA TEMOS PERFEITA COMPREENSÃO DO PERIGO, ENTREAJUDA E AMIZADE QUE A GUERRA PROMOVE ENTRE CAMARADAS DE ARMAS.

IGUALMENTE VAMOS RECORDAR E CELEBRAR AQUELES QUE DERAM AS SUAS VIDAS EM CONTRIBUTO DAS NOSSAS. TÃO GRANDE DÁDIVA MERECE QUE DELES NÃO NOS ESQUEÇAMOS, MAS SIM, OS HOMENAGIEMOS.

VAMOS, ENQUANTO PUDERMOS, CUMPRIR ESTE DEVER DE SOLIDARIEDADE E CAMARADAGEM DE GUERRA.  

 

PORQUE...

 

Obrigados prá guerra longe, metemos nossa vida nas malas

Depois, combatentes, demos corpo e vida às balas.

Batemo-nos por causa perdida e fomos heróicos sem medo

Ou dignos Soldados, sendo temerosos em segredo

Chorámos grossas lágrimas secas, para ocultá-las

Sempre de morte ao lado e vida suspensa na ponta do dedo.

 

Na Aldeia deixámos a bela juventude, doces amizades,

A paz, a festa, os amores, os choros, as saudades.

De repente perdemos futuro, esperança, os ofícios.

Em troca exigiram-nos suor sangue, lutos e sacrifícios.

Submetidos, não discutimos o justo o bem ou maldades.

Puros sem ideais modelo, honrámos os valores patrícios.

 

Dignos são de honra e memória nomeada, que inscrita

Em pedra diga aos vindouros que aqui houve e habita

Valorosa gente antiga e filhos há e haverá, pertence

Deste generoso chão amado, Mãe-Terra Portucalense.

Pois tributo merece o que foi além do que o dever dita

E justo o gesto ao que depois de morto, a morte vence.



Jose Neves

pseudónimo de Fur. Mil. do Esq. Cav. 149 / Angola 1961 - 1963

Gorjões, 07.09.2017