domingo, 9 de agosto de 2015

CAPITÃO CAVALARIA RUI COELHO ABRANTES


1925 - 2015

Cap. Cav. Rui Abrantes na formatura geral do Esq. Cav. 149 em honra do içar da bandeira portuguesa após a tomada de Zala em 07Ago61 


O maior Comandante e melhor estratega militar na grande operação de tomada de Nambuangongo em Angola, "Operação Viriato", tombou finalmente em paz atingido pela acção implacável da Natureza Humana.
Íntegro cumpridor da disciplina militar era, sobretudo, um observador nato das condições naturais, morais e psicológicas dos seus Soldados e do inimigo para traçar o quadro de tomada de decisão adequado a cada acção para a progressão e avanço no terreno em direcão ao objectivo final.
Foi um excepcional Condutor Militar de Soldados dos quais, pela sua conduta de militar vertical e sem medo, obteve total confiança de todos e todos lhe obedeciam de vontade própria sem quaisquer reservas ou receios. E também, simultâneamente, considerando as condições duras da guerra para os seus  humanamente sacrificados camponeses Soldados, foi mui liberal e condescendente na aplicação de regras de caserna completamente inadequadas naquela guerra. 
Para o Cap. Abrantes, traçado um objectivo militar, não havia impedimentos ou dificuldades insuperáveis: havia a avaliação militar do inimigo; a elaboração da estratégia adequada ao caso; a necessidade de meios e apoios suficientes; a preparação moral e psicológica dos Soldados; fazer arrancar as Tropas para a frente de combate totalmente confiantes de que nada lhes acontecerá ou poderá deter. 
Filho de militar, nascido no Castelo de S. Jorge em Lisboa, coração da Pátria, foi sempre um impoluto cumpridor do estatuto de Código de Honra Militar de que não abdicou mesmo quando instado superiormente a subvertê-lo. Assim, sendo Comandante das Tropas em Macau no periodo da "Revolução Cultural" maoista chinesa, desobedeu ao Governador que lhe exigia uma acção parlamentar e o Major Rui Abrantes, na sua condição de Comandante militar, exigia, e só actuaria, sob uma acção militar.
Num infeliz processo disciplinar, por desobediência grave, foi expulso do Exército e só após o 25Abril, e reaberto o processo, lhe foi feita justiça e readmitido, de novo, como Militar e voltou a ter orgulho de ostentar na lapela, como herói, a Medalha de Cruz de Guerra de 2ª Classe.

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Quem nos ensinou a guerra na Calçada da Ajuda?
Quem nos quis vestir à Índio das botas ao gorro?
Quem nos marcou de lenço preto à Zorro?
Quem foi para "Viriato" como quem lhe sai a taluda?
Quem aliviou o medo dos Soldados com a "caixa preta"?
Quem nunca deu sinal de resquicio de temor?
Quem teve sempre confiança na sua Tropa e valor?
Quem nunca se deixou ser refém ou marioneta?
Quem no cambate aparecia sempre no meio dele?
Quem no meio do cambate tanto sorri como berra?
Quem tinha ideia mais clara como conduzir a guerra?
Quem nunca pediu reforços ao Com. e nunca a ele apele?
Quem perante o tipo de inimigo, mudou de táctica?
Quem ousou avançar noite e dia sem aquartelamento?
Quem pôs o inimigo sempre a recuar e sem tempo?
Quem pôs o Esq. a rolar quase de forma automática?
Quem foi duro quando não podia ser mole?
Quem foi mole quando não precisava ser duro?
Quem nunca viu no inimigo um intransponível muro?
Quem nunca deixou que o inimigo se lhe cole?
Quem partiu dias depois e chegou horas atrás?
Quem chegou horas atás e fez o caminho mais longo?
Quem desobstruiu Quipedro, Zala e Nambuangongo?
Quem fez do Esquadrão Unidade triunfante e eficaz?
Quem nunca consentiu viaturas blindadas com sucatas?
Quem ousou improvisar pontes e jangadas de paus e latas?
Quem atravessou o Dange de jangada e nada se afundasse?
Quem foi honrado com a Cruz de Guerra de 2ª Classe?
Quem conseguiu para o Esquadrão um rasgado louvor?
Quem foi de "Viriato" o Soldado mais arrojado e maior?
Quem foi demasiado ambicioso com a posteridade?
Quem em 19 de Março de 62 nos deixou em orfandade?
Quem em dez meses fez do Esquadrão herói?
Quem foi, quem foi?

Poema "Quem foi, quem foi?" do livro "Esquadrão 149 - A Guerra e os Dias" de José Neves.
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domingo, 12 de julho de 2015

149, PRÓXIMO ENCONTRO CONFRATERNIZAÇÃO DE 2015

" José António Cardona, informa que o Esquadrão de Cavalaria 149, ( memoria149.blogspot.com ), vai realizar o evento do convívio dos 54ª anos do anivesário da mobilização/embarque para Angola. O Esquadrão, proveniente do Regimento de Cavalaria 7 - Lisboa, esteve na campanha em Angola entre 1961 a 1963, onde entrou em muitas acções em especial, na reocupação de Nambuangongo, missão "Viriato",  "A Grande Arrancada Nambuangongo". A confraternização irá realizar-se no restaurante "D.NUNO" em Boleiros - Fatima em 10 de Outubro de 2015, Contacto 967075753. "

Na altura devida, irão receber pelo correio, o convite para a confraternização.

terça-feira, 23 de junho de 2015

CONFRATERNIZAÇÃO DO ESQUADRÃO 149 NA COVILHÃ, 1997 (Discurso do Cor. Ruben)

Nesta confraternização não puderam estar junto a nós os dois Comandantes do Esquadrão, respectivamente o Cor. Nosso Cap. Rui Abrantes nem o Cor. Nosso Cap. Faria Fernandes e também o Nosso Ten. Médico Dr. João Alves Pimenta.
Respeitando a hierarquia, segundo a regra militar, tomou a palavra o Cor. Nosso Alferes, Ruben Domingues, Comandante Adjunto, para nos dirigir umas palavras de recordação acerca do que foi o Esquadrão 149, sua primeira Unidade e pia baptismal de guerra; falou sentidamente emocionado pela experiência vivida no centro da guerra entre nós que considerou única como escola de virtudes militares e formação de camaradagem e amizades indestrutíveis sob fogo e constante perigo de vida.


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Dos Oficiais de um só galão
havia o Comandante imediato
que era militar de carreira.
Era o adjunto do Capitão,
não tão austero no trato
e capaz de uma brincadeira
com os jovens Soldados
que eram da sua juventude.
A sua principal virtude
face a perigo de dar brados
era uma enorme bravura
feita daquela mistura
de coragem e foiteza
que lhe deu a natureza.
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Do poema "Os Intérpretes" do livro "Esquadrão 149, A guerra e os Dias" de Jose Neves.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

ESQUADRÃO 149 - 25 ANOS DEPOIS (Discurso do Dr. J.A.Pimenta)


O Esq. Cav. 149, mobilizado em Maio de 1961 e constituído sob o pendão do Reg. Cav. 7 e Comando do Cap. Cav. Rui Coelho Abrantes, foi enviado em Missão de Serviço para Angola ainda no mesmo ano.
Embarcou em Lisboa, no paquete Vera Cruz, a 27Jun61 e aportou em Luanda em 07Julh61. Constituída como Unidade de Reforço tinha o estatuto de Unidade independente e um efectivo de 172 militares.
Como Unidade de reforço às ordens do Comando de Sector 3 (Fazenda Tentativa) participou em dezenas de Operações de tomada de território ocupado pelo inimigo das quias se destaca a Operação Viriato, na qual foi uma das três colunas militares intervenientes na Tomada de Nambuangongo, quartel general do inimigo.
Após uma comissão de serviço de 27 meses sempre na ZIN, Zona Intervenção Norte regressou a Lisboa em Outubro de 1963.
25 anos depois, a quase totalidade de combatentes do Esquadrão, reuniu-se para confraternizar em Lanceiros 2, Unidade herdeira do Reg. Cav. 7 entretanto extinta, em 15.10.88 para comemorar os 25 anos da chegada a Lisboa e reencontro com pais e mães, esposas e filhos, amigos e namoradas todos envolvidos em alegria de abraços e lágrimas.
O presente filme, ainda filmado e realizado muito artesanalmente, mostra como foi esse encontro e, especialmente o, espiritual e moralmente revigorante, discurso do nosso Médico de Missão, Dr. João Alves Pimenta.



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Foi a 30 de Setembro de 1963
que a tropa do império portugês
embarcou em Luanda, contente
de deizar a guerra para trás
sãos e salvos, com vontade e capaz
de lutar à civil no Continente.
No barco havia festa no ambiente
havia conversas e sorrisos
havia sonhos em soltura
havia planos de vida futura
havia recomendações e avisos
havia trocas de moradas
havia abraços fortes leais
havia irmãos mães e pais
havia mulheres e namoradas
havia lágrimas e beijos no cais
havia perdas trágicas e fatídicas
havia lembranças e idéias
havia dois anos de odisseias
havia o regresso às suas Ítacas.
Havia na consciência imprimida
"dever cumprido" e força de vida.

A 10 de Outubro de 1963
toda a tropa sobe ao convés
tentar ver entre a neblina
barra margens e o Rio,
colinas torres e o casario
da branca luminosa pombalina.
O coração fez-se fole de concertina
a branca desfez-se em côres
do cais nasceram silhuetas
destas brilhavam olhos em setas
voando de amores para amores.
Trocaram-se beijos abraços choros
trocaram-se farpelas, fez-se a muda,
ex-Soldados aos grupos aos coros
cantavam "vivas à peluda".  
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Do poema "A Peluda" do livro "Esquadrão 149, A Guerra E Os Dias" de Jose Neves

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Se o Capitão foi o grande estratega da arte militar,
o Tenente é quem cuida, trata, sossega
e mantém a unidade familiar
com suas qualidades e exemplo ímpar
de homem bom e íntegro:
fazendo de médico militar competente
fazendo de médico civil sendo Tenente
fazendo de parteira nas sanzalas do perímetro
fazendo a cada Soldaddo de seu chefe de família
fazendo de Capelão sem missa nem homília
fazendo de médico dedicado das popuçações pretas
fazendo de médico de almas as quais trata
fazendo de psiquiatra
fazendo de cirurgião com garrotes e lancetas
fazendo frente à morte com um sorriso
fazendo frente às emboscadas e armadilhas
fazendo de médico, enfermeiro e pastilhas
fazendo de feiticeiro se fosse preciso.
Fazendo-se homem respeitado e de bem
foi, para todos, a nossa mãe.
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Do Poema "Os Intérpretes"do livro "O Esquadrão 149, A Guerra e os Dias" de Jose Neves

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

149, CONFRATERNIZAÇÃO VISEU REPESES, 2014




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Ia ficando o pessoal ocupado nas duras tarefas
da travessia, ao qual se fazia uma justa rendição
de tempos a tempos, o que provocou catrefas
de trocas e baldrocas e muita confusão
entre quem seguira e quem ficava ou estava indo.
Foi assim, por entre todo este enredo
que, entre o Rio Lué e Quipedro,
O Soldado Rosa ficou dormindo.

Nunca na vida se vira tão sozinho no mundo
como quando acordou, do pesado sono oriundo,
e viu apenas a escuridão densa da mata,
e sentiu o silêncio pesar toneladas,
e um nó no peito que não desata,
e um tremor de pernas derreadas,
e um atropelo no pensamento,
e uma mudez na fala,
e um medo sem aguento,
e uma fera ou uma bala,
e uma cova ou uma vala,
e um fim incógnito e inglório,
sem velório,
e um acordar do susto e da razão,
e ao analisar e medir a situação
reconheceu que apesar de só e perdido
ainda não tinha morrido.

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Do Poema " A transposição do Lué III" do livro "Esquadrão 149, A Guerra e os Dias" de José Neves.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

CONFRATERNIZAÇÃO 2014


ESQUADRÃO DE CAVALARIA 149 - ANGOLA 1961/1963


MAIS UM ANO E MAIS UMA REUNIÃO DE CONFRATERNIZAÇÃO DA NOSSA INESQUECÍVEL COMUNIDADE DE GUERRA FORJADA SOB PERIGOS DE VIDA ININTERRUPTOS DIA E NOITE.
CINCO TOMBARAM E SEIS DEZENAS SOFRERAM FERIMENTOS IMPREGNANDO DE SANGUE O PÓ DAS PICADAS E MATAS DO NORTE DE ANGOLA. NÓS, OS QUE SOBREVIVEMOS, DEVEMO-LHES A IMPAGÁVEL GRATIDÃO DO SEU SACRIFÍCIO EM NOSSA DEFESA. TEMOS, PORTANTO, O DEVER ÉTICO E DE CONSCIÊNCIA DE NOS REUNIRMOS E, EM CONJUNTO, LEMBRAR E MANIFESTAR O NOSSO RESPEITO PELA SUA MEMÓRIA.
LÁ, DO ALÉM, ONDE QUER QUE ESTEJAM ELES CONTINUARÃO CAMARADAS FRATERNOS E SENTINELAS VIGILANTES DE NÓS.


NESTE ANO DE 2014 O ENCONTRO SERÁ EM 11 DE OUTUBRO JUNTO À IGREJA DE REPESES-VISEU E A 'RAÇÃO DE COMBATE' SERÁ SERVIDA NO RESTAURANTE 'CHURRASQUEIRA DE SANTA EULÁLIA' TAMBÉM EM REPESES.




CONTACTOS



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

OPERAÇÃO NAMBUANGONGO - EFEITOS II



CAP. CAVª. RUI COELHO ABRANTES, COMANDANTE ESQ. 149

Outra das três forças militares empenhadas na operação "Viriato" convergentes na tomada e ocupação de Nambuangongo foi o Bat. Caç. 96 comandado pelo bravo Ten. Cor. Maçanita. Esta força com nível militar de Batalhão reforçado com engenharia, artilharia e morteiros, como todas as Unidades utilizadas nessa operação, teve a seu cargo o itinerário Este-Oeste progredindo pelo eixo Piri-Rio Luica-Mucondo-Muxaluando-Nambuangongo.
Também esta Unidade teve fortes ataques do inimigo nomeadamente na travessia do Rio Luica embora sem a dimensão do ataque sofrido pelo outro Bat.114 em Anapasso. Foram, contudo, fortes e duros o suficiente para provocar baixas e sobretudo marcas no moral e estado de confiança de parte do corpo de Comando que perdeu alguma unidade e coesão na acção. Não o seu Comandante, Cor. Maçanita, que era um Oficial corajoso e destemido mas em alguns dos seus oficiais que se tornaram mais cautelosos e menos confiantes quanto ao modo e rapidez de progressão.
As consequências tiveram expressão no recurso a pedidos ao Comando Sector 3 de maior apoio logístico nomeadamente ao nível de abastecimento de combustível, mantimentos e munições. O relato do Cor. Carlos Campos e Oliveira, substituto de Maçanita no Comando do Bat.96 e outros relatos, explicam, no livro "A Guerra de África 1961-1974" de José Freire Antunes, como o defeituoso reabastecimento era feito pelo "Quartel-General".  A progressão fazia-se ao nível de Comp.ª que estabelecia o novo acampamento ao fim do dia com luz natural, o que tornava o avanço moroso e pior que isso, permitia o reagrupamento do inimigo e seu planeamento de novos ataques e emboscadas com feridos o que, por sua vez, retardava mais o avanço e aumentava o estado de baixo moral na Tropa.
A todas as faltas e mal-estar interno tentava remedear e colmatar o intrépido Comandante Maçanita sem, contudo, pela defesa intransigente da sua Tropa no campo de batalha, acabar por desenvolver ele próprio necessariamente algum mal-estar com o Comando de Sector 3 e também com o Quartel-General. E, estando o Bat. 96 em Muxaluando a poucos Kms e prestes a fazer o assalto final sobre Nambuangongo, o caldo de relações entre O Comandante do Bat. e o Comando de Sector 3 na Tentativa e Comando Geral em Luanda, confrontaram-se como se de inimigos se tratasse. O caso não era para menos.
O Cor. Maçanita, após longa marcha, feridos e mortos tombados sobre as picadas e deixados enterrados nos acampamentos, no momento do assalto final para atingir e tomar o objectivo principal, recebe ordens ao mais alto nível para parar e esperar que os Pára-Quedistas de Luanda fossem lançados sobre Nambuangongo e deste modo ficar com os louros da vitória: uma original operação montada para acalmar e sossegar a impaciência de inactividade dos Páras em Luanda,  retirar ao Maçanita e oferecer os louros aos Páras e que, sobretudo, permitiria fazer uma acção de propaganda para consumo internacional tanto mais que nesse lançamento estava incluído o jornalista Artur Agostinho preparado para o "relato", de ênfase à desportiva, do acontecimento. A operação de propaganda teria sido tomada para aliviar a pressão internacional que, naquela altura, na ONU votava inteira contra Portugal e era crucial para a argumentação da diplomacia portuguesa a afirmação do domínio e soberania da totalidade do território angolano.
Segundo relatos constantes do referido livro atrás citado o Alferes Jardim Gonçalves diz que Maçanita respondeu, "Vou entrar em território inimigo e vou com fogo" e mandou fechar todos os rádios proibindo qualquer telegrafista de os abrir. O citado Cor. Campos e Oliveira diz,"O Maçanita respondeu que faria fogo sobre os pára-quedistas quando eles estivessem a cair como pássaros". Manuel Catarino no "Correio da Manhã" diz que Maçanita respondeu, "Quem entra ali sou eu. E se lançarem pára-quedistas vou tomá-los como inimigos, porque não sei se são portugueses", e desligou o rádio para não receber mais mensagens.
Deste modo o Bat. 93, com o Ten. Cor. Maçanita à frente da Comp.ª 103 entrou triunfante em Nambuangongo às 17.45H do dia 09Agosto1961. Para Maçanita nenhuma respeitabilidade militar lhe podia retirar os louros da victória que o sangue dos seus Soldados e a sua bravura conquistara.
O nosso Comandante Cap. Rui Abrantes do Esq. Cav.ª 149, na entrevista dada e reproduzida aqui parte referente ao Bat. 96, foi conhecedor priviligiado dos acontecimentos e refere-se a eles de forma historicamente inofensiva dada a sua condição de militar protagonista, também construtor dos mesmos factos, mas colocado quase em oposição quer do ponto de vista da estratégia militar quer do pensamento e acção no terreno.  
Quando O Cap. Abrantes se refere a Maçanita como militar destemido e teso, quando refere que no Esq. 149 nunca foi exigido mais apoio logístico com reabastecimentos e alimentos, quando se refere que uma ordem sua no 149 era rigorosamente cumprida e no 96 não era bem assim, quando se refere ao não lançamento dos Páras em Nambuangongo e depois ao lançamento, dias depois, dos mesmos Páras em Quipedro, para bom entendedor o Cap. Abrantes está-se a referir a todos acontecimentos passados tal como são fielmente descritos acima.