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quinta-feira, 28 de junho de 2012

HOJE, HÁ CINQUENTA E UM ANOS



Hoje, há cinquenta e um anos, plenos
de jovens lá fomos sábios igorantes
ao cais na alegria da viagem, confiantes
uns nos outros; nós, moços cremos
nos homens, estes na fé dos errantes
corajosos pensando do mal o menos.

E, armados desta força subimos o portaló
firmes nesta unidade de sentimentos
comuns que nos blindaram isentos
de maus presságios ou moinha de mó
de moer juizos e, sem medos ou lamentos
lá fomos serenos, sem raiva sem dor ou dó.


terça-feira, 26 de junho de 2012

149 - EMBARQUE EM LISBOA II

Embarque no "Vera Cruz" na gare marítima de Alcânter em 28 de Junho de 1961. Nesta viagem seguiram os Alferes e Furrieis do Equadrão 149 pois que o restante pessoal da Unidade havia partido no dia anterior no paquete "Princípe Perfeito".
Imagens do embarque do Furriel Contreiras com fotos do seu familiar Venceslau Pinto.







Tanbém nesta viagem com o Vera Cruz carregado com cerca de 2500 homens, os militares instalados em tarimbas nos porões da prôa, igualmente ventilados por um longo tubo de lona, não suportaram o choque violento e contínuo das vagas e a deficiente ventilação sem arejamento no fundo dos porões.
Tais militares pegaram nos seus colchões de palha e vieram instalar-se por todos lugares livres, corredores, decks, átrios, etc., que lhes foi permitido sem discussão pelo comando militar do contingente embarcado.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

149 - EMBARQUE EM LISBOA

EMBARQUE DO ESQUADRÃO DE CAVALARIA Nº 149, NO PAQUETE "PRINCÍPE PERFEITO", NO CAIS MARÍTIMO DE ALCÂNTARA EM 27 DE JUNHO DE 1961.
NESTA DATA EMBARCOU TODO O ESQUADRÃO EXCEPTO ALFERES E FURRIEIS QUE EMBARCARAM NO DIA SEGUINTE NO PAQUETE VERA CRUZ.















Foi esta a primeira viagem do "Princípe Perfeito" chegado dos estaleiros na Holanda onde acabara de ser construido.

Os militares, soldados instalados em tarimbas no fundo dos porões pouco ventilados por um longo tubo de lona, às vagas do oceano que lhes batiam directamente coube-lhes ainda levarem em cima também com o cheiro das tintas aindas frescas da pintura do navio.

A sáude dos militares não aguentou tal situação e tiveram de pegar nas suas camas de palha e dormir nos deks, corredores e tudo onde havia espaço ao ar livre para dormir. Além disso, igualmente o cheiro das tintas ainda frescas da pintura do navio impregnou os mantimentos de alimentação que seguiam também nos porões.

Quase todos os militares sofreram uma intoxicação por via respiratória e das comidas devido à contaminação das tintas da pintura do navio, ainda frescas.
Felizmente foi mal menor e passageiro que, tomados os devidos cuidados, não teve quaisquer consequências poteriores nas missões dadas ao Esquadrão.