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terça-feira, 26 de junho de 2012

149 - EMBARQUE EM LISBOA II

Embarque no "Vera Cruz" na gare marítima de Alcânter em 28 de Junho de 1961. Nesta viagem seguiram os Alferes e Furrieis do Equadrão 149 pois que o restante pessoal da Unidade havia partido no dia anterior no paquete "Princípe Perfeito".
Imagens do embarque do Furriel Contreiras com fotos do seu familiar Venceslau Pinto.







Tanbém nesta viagem com o Vera Cruz carregado com cerca de 2500 homens, os militares instalados em tarimbas nos porões da prôa, igualmente ventilados por um longo tubo de lona, não suportaram o choque violento e contínuo das vagas e a deficiente ventilação sem arejamento no fundo dos porões.
Tais militares pegaram nos seus colchões de palha e vieram instalar-se por todos lugares livres, corredores, decks, átrios, etc., que lhes foi permitido sem discussão pelo comando militar do contingente embarcado.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

149 - EMBARQUE EM LISBOA

EMBARQUE DO ESQUADRÃO DE CAVALARIA Nº 149, NO PAQUETE "PRINCÍPE PERFEITO", NO CAIS MARÍTIMO DE ALCÂNTARA EM 27 DE JUNHO DE 1961.
NESTA DATA EMBARCOU TODO O ESQUADRÃO EXCEPTO ALFERES E FURRIEIS QUE EMBARCARAM NO DIA SEGUINTE NO PAQUETE VERA CRUZ.















Foi esta a primeira viagem do "Princípe Perfeito" chegado dos estaleiros na Holanda onde acabara de ser construido.

Os militares, soldados instalados em tarimbas no fundo dos porões pouco ventilados por um longo tubo de lona, às vagas do oceano que lhes batiam directamente coube-lhes ainda levarem em cima também com o cheiro das tintas aindas frescas da pintura do navio.

A sáude dos militares não aguentou tal situação e tiveram de pegar nas suas camas de palha e dormir nos deks, corredores e tudo onde havia espaço ao ar livre para dormir. Além disso, igualmente o cheiro das tintas ainda frescas da pintura do navio impregnou os mantimentos de alimentação que seguiam também nos porões.

Quase todos os militares sofreram uma intoxicação por via respiratória e das comidas devido à contaminação das tintas da pintura do navio, ainda frescas.
Felizmente foi mal menor e passageiro que, tomados os devidos cuidados, não teve quaisquer consequências poteriores nas missões dadas ao Esquadrão.


sábado, 23 de junho de 2012

HOMEM MILITAR - DE SOLDADO A CAPITÃO

O 2º Sargento Cav.ª Avelino José Leitão, nosso Sargento Leitão chefe das transmissões do nosso Esquadrão 149, além do militar de elevadas qualidades e competência técnica que o louvor abaixo, conferido pelo nosso Comandante Rui Coelho Abrantes no Caxito em 12 de Março de 1962, em plena campanha, lhe atribuiu com merecimento, foi iguamente o nosso reporter fotográfico oficial.

Grande amante da fotografia, transportou sempre consigo o material necessário e instalou em todos acampamentos fixos o seu estúdio fotográfico incluindo a improvisada câmara-escura para as revelações. O seu gosto pela reportagem fotogáfica era tal que, a seu pedido, se incorporou em várias operações perigosas para poder fixar em imagens os acontecimentos que o seu sentido-olho-artístico-fotográfico descortinava no interior do decorrer dessa operações.


O Sargento Leitão enviou-me em 03.08.2005 um pacote de 13Kg contendo de forma impecável e organizada todo o espólio fotográfico, por si realizado sobre a nossa campanha em Angola. Confiou em mim como seu fiel depositário e eu procuro ser fiel à sua memória de preservar esse seu património que é também comum a todo o Esquadrão 149.
E além de o querer preservar enquanto for possível e posteriormente fazer entrega dele em Lanceiros 2 ou noutra instituição ligada ao património militar, quero dar início à sua publicação aqui no blog Memória 149.

Assim, em homenagem ao nosso Sargento Leitão e em memória do Esq. 149 e todos nós, Oficiais, Sargentos, Cabos e Soldados Rasos, e para juntar aos documentos palpáveis existentesse; livro do Dr. Pimenta "História do Esq. 149", o filme da RTP "A Grande Arrancada", a placa "Nambuangongo" museológicamente guardada em Lanceiros 2 e o livro "Esq. 149 - A guerra e os Dias" de José Neves, ficará também registada no impalpável imaterial espaço territorial da Net, para nossa memória furura.




As fotos e textos acima, uma súmula da biografia do Leitão escrita pelo próprio, foi-me por sí enviada em carta de 27.09.2005.


Proximamente daremos início à publicação das reportagens fotográficas por ordem cronológica da nossa passagem pela guerra em Angola 1961-1963.